o trabalho O Espigão e suas janelas - possibilidades no vazio deu continuidade a uma pesquisa acadêmica iniciada em 2013 que discutia os processos de formação da identidade e imagem das cidades através do olhar fotográfico, passando por outras questões como paisagem, elementos visuais presentes na paisagem e memória coletiva.

quando iniciei a tese final foi natural continuar me aprofundando nesses temas já iniciados três anos antes e poder estudar temas que haviam surgido durante a primeira pesquisa.

o trabalho constitui num mapeamento das vistas, para os remanescentes da paisagem natural e para o horizonte da cidade de são paulo, levantadas a partir da prática do caminhar e do contato direto do corpo com a cidade, só ele, no espaço e no seu próprio ritmo, capaz de perceber as nuances e camadas da paisagem urbana de uma cidade tão múltipla quanto São Paulo.

as vistas aqui são interpretadas como grandes e importantes vazios na cidade. o resultado do trabalho é um livro processual onde são narrados os relatos fotográficos e escritos das travessias realizadas pelo Espigão (região mais alta da cidade), com as análises das vistas encontradas ao longo do caminho, além do projeto final que consiste em um manual de manutenção dessas vistas e a criação de um sistema visual que indica a presença dessas vistas.

  • a publicação foi selecionada na chamada aberta Imaginário da Cidade da 11a Bienal de Arquitetura de São Paulo para participar de uma exposição na Biblioteca Mário de Andrade e para integrar o acervo permanente da instituição
  • um dos desenhos presentes no livro foi selecionado também dentro de uma chamada aberta do site de arquitetura Archdaily
        
são paulo, brasil, 2016

manupbsl@gmail.com

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